segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"Nada há de bom nesta vida salvo a esperança de uma outra vida." B. Pascal)

Homens armados atacaram uma residência universitária quando os estudantes estavam a dormir

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Homens armados mataram, na madrugada de ontem, mais de 50 estudantes, num ataque a uma residência universitária, no Nordeste da Nigéria. O ataque foi atribuído pelo porta-voz militar do estado de Yobe, Lazarus Eli, “aos terroristas do Boko Haram”. Estabelecimentos de ensino e outros alvos civis têm sido visados por acções do grupo islamista Boko Haram, em resposta a uma ofensiva militar.
O ataque à Faculdade de Agricultura de Gubja, cidade de uma zona rural, 50 quilómetros a sul de Damataru, a capital do estado de Yobe, ocorreu enquanto os estudantes dormiam. Os cadáveres – na maior parte, de jovens – foram transportados para o principal hospital de Yobe. (…)
(Público de hoje)


A não perder


 31 out. 1 e 2 nov. 2013

 Local: Aula Magna do Instituto Piaget de Almada (Lisboa)



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"Ouve a razão, ou ela se fará ouvir." (George Herbert)

Eis uma notícia oportuníssima que enfatiza, uma vez mais, a problemática da inclusão e a necessidade de integrar social dos indivíduos portadores de deficiência. No entanto, em Portugal, assiste-se precisamente a uma política educativa em contracorrente ao apelo lançado pelo secretário-geral das Nações Unidas. 

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez hoje um apelo aos países para promoverem a integração social das pessoas com deficiência, na cerimónia que antecede o arranque da assembleia-geral da organização.

"Demasiadas pessoas com deficiência vivem em situação de pobreza. Muitos sofrem de exclusão social. Muitos não têm acesso aos sistemas legais de apoio social, educação, emprego e saúde", disse Ban Ki-moon, numa cerimónia que contou com a presença do músico invisual Stevie Wonder e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

A reunião foi considerada por Ban Ki-moon, um "momento histórico" para cerca de 15% da população mundial que tem algum tipo de deficiência.

No encontro, os países membros aprovaram a obrigatoriedade de incluir os direitos das pessoas com deficiência na próxima agenda para o desenvolvimento, que sucederá aos Objetivos do Milénio e deverá ser aprovada em 2015.

"Para a sociedade e o desenvolvimento incluírem as pessoas com deficiência, é preciso garantir a igualdade de acesso à educação, ao conhecimento e à informação", afirmou Stevie Wonder.

A ONU estima que 360 milhões de pessoas têm perda auditiva moderada a profunda, mas apenas 10 por cento têm acesso a aparelhos auditivos. Cerca de 200 milhões de pessoas precisam de óculos, mas não têm acesso a eles, e apenas entre 5 a 15 por cento dos 70 milhões de pessoas que precisam de cadeiras de rodas têm acesso a uma.

"Eu sei que, trabalhando juntos, podemos criar um mundo onde as pessoas com deficiência não têm limites, podem trabalhar de forma livre, aproveitar a vida e contribuir com o seu talento para a sociedade", concluiu o músico americano.

In: RTP via FB

domingo, 29 de setembro de 2013

"A educação é inimiga da sabedoria, porque a educação torna necessárias muitas coisas das quais, para sermos sábios, nos deveríamos ver livres." (Luigi Pirandello)


(…)
Ensina-se Português com lacunas gravíssimas quer quanto à História e às Artes, quer quanto às Ciências e Mentalidades, e insiste-se na memorização estupidificante e inútil das regras da Gramática (com terminologia incompreensível, errada e absurda — vide o caso do “complemento oblíquo”). Divorciam-se os alunos, por esse país fora, daquilo que só a escola poderia dar: cultura geral, competências de escrita e leitura. Compreender que o Homem é animal simbólico (Cassirer) e de linguagem, compreender que a arte nos liberta e prepara para enfrentar um mundo que conduz à infelicidade porque nos escraviza e nos transforma em algo que a nossa criança interior jamais quis ser — eis o que a Escola deveria dar e não dá. O que deveria ser e não é. A lógica dos mercados entrou na escola e, fabricando os novos funcionários cansados, perguntem-se — pais e professores — o que estamos a fazer aos nossos jovens. Que futuro é o deles se culturalmente tudo lhes é roubado?

(…)
Tribuna Cultura e sociedade António Carlos Cortez (Público de hoje)

Estes homens são do norte, carago!

Expresso on line
Público on line


Uma fonte de inspiração para todos nós

Nadal diz que tenista surdo é «fonte de inspiração»

O espanhol Rafael Nadal considerou hoje, em Seul, inspiradora a história de Lee Duck-hee, o tenista sul-coreano com incapacidade auditiva, que aos 15 anos é um dos melhores jogadores juniores do Mundo.
Clique para saber mais
Nadal e Lee trocaram alguns golpes com a raquete e o espanhol elogiou a agilidade e rapidez de movimentos do sul-coreano no “court”.
Em conferência de imprensa, o número dois mundial sublinhou que o percurso de Lee pode ser «fonte de inspiração não só para os jovens tenistas, mas também para jogadores profissionais».
Esta não foi a primeira vez que Nadal falou de Lee, jogador que admitiu seguir, e depois de em abril ter manifestado na sua conta na rede social Twitter a admiração que tinha pelo tenista asiático.
Lee Duck-hee, surdo de nascença, ocupa atualmente o 26.º lugar no “ranking” júnior do circuito ATP e começou a despertar a atenção quando, em maio último, conseguiu os primeiros pontos ATP para o seu país.
O tenista sul-coreano já disse que o único inconveniente que sente no jogo é quando responde a bolas erradas do adversário, por não conseguir ouvir o juiz da partida.

sábado, 28 de setembro de 2013

"...ganhar a vida é no professor um acréscimo e não o alvo;..."(Agostinho da Silva)

Dia Mundial do Professor no Jardim Zoológico de Lisboa
No Dia Mundial do Professor, 5 de outubro, o Centro Pedagógico do Jardim Zoológico convida os professores para um dia de atividades gratuitas e exclusivas para o lançamento do Programa Educativo Escolas 2013/2014.
Este programa é gratuito para as escolas e reconhecido pelo Ministério de Educação nas seguintes áreas curriculares:
› Pré Escolar – Conhecimento do Mundo

› 1º ciclo – Estudo do Meio
› 2º ciclo – Ciências da Natureza e História
› 3º ciclo – Ciências Naturais e História
› Ensino Secundário, 10º e 11º ano – Biologia e Geologia

O dia aberto ao professor no Zoo é de acesso gratuito, mediante inscrição prévia e limitado ao numero de participantes.
Efectuar Inscrição

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Small is beautiful

New Research: Small screen E-readers and dyslexia

A new study support the use of tablets and other e-reading devices for dyslexic high school students.  Researchers found that the students experienced significant reading gains in speed and comprehension when using an iPod.configured to display only a few words of text per line.  The students who had  the greatest difficulty with phoneme decoding or efficient sight word reading read more rapidly, and students with limited visual attention spans gained in comprehension. Based on previous eye tracking studies , the researchers believe that reading improvement improves because of the shorter lines of text.
Citation:   Schneps MH, Thomson JM, Chen C, Sonnert G, Pomplun M (2013) E-Readers Are More Effective than Paper for Some with Dyslexia. PLoS ONE 8(9): e75634.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

"Só há um segredo para parecer mais novo do que se é, há só um: dormir. (...) Só se envelhece quando se está acordado."(Miguel Esteves Cardoso)

O segredo para as crianças aprenderem melhor está na sesta
Apenas uma hora de sesta após o almoço pode ser o suficiente para facilitar a aprendizagem das crianças, melhorando a capacidade de o cérebro reter a informação, indica um novo estudo.
O trabalho conduzido por investigadores norte-americanos da University of Massachusetts Amherst em 40 crianças com idades entre os três e os cinco anos, citado pela BBC, permitiu concluir que aquelas que faziam uma sesta após a refeição conseguiam memorizar e reproduzir melhor as actividades desenvolvidas no pré-escolar em pelo menos mais 10%.
De acordo com as conclusões, que integram agora o Proceedings of the National Academy of Sciences, os benefícios da sesta sentem-se não apenas nessa mesma tarde como ainda na manhã do dia seguinte, tanto em termos de consolidação de memória como de aprendizagem precoce. Os exercícios que implicam noção visual do espaço foram daqueles em que se notou maior diferença entre as crianças que dormiam ou não a sesta.
Os investigadores, para perceberem concretamente a diferença entre fazer ou não a sesta, monitorizaram a actividade cerebral de 14 crianças em laboratório e viram que houve um aumento da actividade cerebral nas regiões relacionadas com a aprendizagem e a assimilação de nova informação.
Para o pediatra Robert Scott-Jupp, um dos autores do estudo, as conclusões são especialmente importantes numa altura em que alguns jardins-de-infância se dividem sobre até que idade devem manter o hábito da sesta. Mas lembra que manter uma boa qualidade de sono durante a noite é igualmente importante.
In: Público

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Não admitas 'à priori' nada que possas verificar." (Rudyard Kipling)



Hoje trago um artigo da Livestrong Foundation que aborda a temática do glúten e as enxaquecas, que não são um sintoma em que se pense de imediato quando se trata de uma condição associada a esta proteína. Gostaria, contudo, de chamar a atenção para o facto de que o conselho dado para experimentar a dieta sem glúten é aplicável apenas aqueles que já despistaram a doença celíaca, e tiveram um resultado negativo; a prova terapêutica serve apenas para estabelecer um diagnóstico de sensibilidade ao glúten não-celíaca.
"As enxaquecas são dores de cabeça graves e crónicas. Muitas vezes, a dor de uma enxaqueca é tão grave que os pacientes têm dificuldades em seguir uma vida normal. A causa das enxaquecas não é conhecida, mas os investigadores e os pacientes notam cada vez mais uma ligação entre enxaquecas e o consumo de glúten.
Significado
O glúten é uma proteína encontrada em grãos de trigo, cevada e centeio. Aproximadamente, uma em cada 100 pessoas sofre de um distúrbio auto-imune chamado doença celíaca, e a quem o glúten danifica realmente o intestino. Ocasionalmente, os pacientes com doença celíaca também sofrem de enxaquecas desencadeadas pelo glúten. Contudo, alguns médicos acreditam que é possível ser sensível ou intolerante ao glúten, sem ter a doença celíaca ou danos intestinais. Estes pacientes são mais propensos a ter sintomas neurológicos, tais como enxaquecas, quando consomem glúten.
Função
Em indivíduos sensíveis, o glúten pode causar inflamação no sistema nervoso central, que, por sua vez, conduz às enxaquecas. Num estudo de 2001 publicado na revista médica "Neurology", o Dr. Marios Hadjivassiliou, um médico de Sheffield, Reino Unido, testou 10 pacientes com cefaleias crónicas e descobriu que todos eram sensíveis ao glúten. Algumas delas também tinham outros sintomas tais como falta de equilíbrio ou de coordenação, e todos tinham inflamação do sistema nervoso central, de acordo com o estudo.
Tipos
O Dr. Rodney Ford, um pediatra em Christchurch, Nova Zelândia, escreveu em 2009 na revista médica "Medical Hypotheses" que a enxaqueca e outros sintomas neurológicos devidos ao consumo de glúten, podem ocorrer tanto em pacientes com doença celíaca, bem como em pacientes que não têm qualquer dano intestinal induzido pelo glúten. Além de enxaquecas, o glúten pode causar atrasos no desenvolvimento, distúrbios de aprendizagem, depressão e outras desordens do sistema nervoso, diz o Dr. Ford.

Benefícios
É difícil dizer se a enxaqueca é desencadeada pelo glúten porque os alimentos que contêm esta proteína são tão omnipresentes, e a maioria das pessoas consome trigo, cevada ou centeio várias vezes ao dia, todos os dias. Nenhuma medicação está disponível para reduzir os efeitos do glúten em alguém que lhe é sensível, mas uma dieta isenta de glúten (uma dieta isenta de produtos de trigo, cevada e centeio), geralmente, acaba com as enxaquecas quase completamente.

Prevenção/Solução

Para determinar se o glúten desencadeia as enxaquecas, um paciente de enxaqueca deve eliminar estritamente o glúten durante, pelo menos, um mês (dois a três meses, seria melhor), e depois reintroduzi-lo. A maioria das pessoas cujas enxaquecas são causadas ​​pelo glúten verá as suas dores de cabeça desaparecerem durante a sua experiência no período de eliminação, e depois regressarem reforçadas assim que reintroduzirem o glúten na sua alimentação."

terça-feira, 24 de setembro de 2013

"Quem não imita, não inventa." (Alain)

New JerseyPasses Dyslexia Laws
The New Jersey state legislature recently passed two new laws aimed at helping dyslexic children.  One establishes the definition of “dyslexia;” another requires that all school teachers receive extra training in reading instruction, including dyslexia. A third law, which will establish a pilot program for dyslexia intervention, is still pending.
A similar law was passed earlier this year in Arkansas, and another bill defining dyslexia is now pending in Pennsylvania.
These laws are needed because parents in many states are often given contradictory and inaccurate information  when seeking help for a child who is struggling in school.Sometimes they are told that dyslexia is a “medical” diagnosis, not something that the school can help with, despite the fact that “dyslexia” is among the specifically enumerated disabilities listed in the federal special education law (IDEA). Worse, some parents are told by teachers or school administrators that there is no such thing as dyslexia; or perhaps they are simply told that their school prefers not to use that word. The net result is that parental efforts to seek help are frustrated, as they get caught in a cycle of what one father called definition dysplacia.
The New Jersey law adopts the following definition of dyslexia:
Dyslexia is a specific learning disability that is neurological in origin.  It is characterized by difficulties with accurate and/or fluent word recognition and by poor spelling and decoding abilities.  These difficulties typically result from a deficit in the phonological component of language that is often unexpected in relation to other cognitive abilities and the provision of effective classroom instruction. Secondary consequences may include problems in reading comprehension and reduced reading experience that can impede growth of vocabulary and background knowledge.”
The definitions included in the new Arkansas law and the Pennsylvania bill are similar.
For information about all state laws concerning dyslexia, and regularly updated information about new legislation, visit the Dyslegia Legislative Tracking Site.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"O maior preço que se pode pagar por alguma coisa é ter de pedi-la." (Marcel Achard)


A Editora da Universidade Federal da Bahia – EDUFBA já disponibilizou, para download gratuito, o livro “O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares”, organizado por Theresinha Guimarães Miranda e Teófilo Alves Galvão Filho, cujo lançamento ocorreu durante o V Congresso Brasileiro de Educação Especial, realizado na Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, em São Carlos, São Paulo.

sábado, 21 de setembro de 2013

Informação cientificamente credível

ClubePHDA
Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospitalcuf criou um site sobre Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Aceder em:
A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) afecta cerca de 5 a 10% das crianças em idade escolar, apresentando vários desafios para as próprias e para os pais, professores e assistentes operacionais.
No site, adultos e crianças encontrarão ferramentas úteis para os desafios mais frequentes no dia a dia. O objetivo não é fazer diagnósticos ou consultas online, que devem ser realizados em contexto próprio.

Este recurso é parte integrante de um projeto de empreendedorismo social patrocinado pela saúdecuf, com o objetivo de apoiar e promover o desenvolvimento saudável e uma integração bem sucedida das crianças com PHDA na família, na escola e na sociedade. A missão é disponibilizar informação cientificamente credível, recursos úteis e oportunidades de formação para os vários intervenientes

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Nunca falta a ninguém uma boa razão para suicidar-se." (Cesare Pavese)



Denunciado por alguns como um sinal macabro das crescentes pressões a que estão sujeitos os jovens na competitiva sociedade chinesa, uma universidade no sul da China pediu, no domingo passado, aos caloiros que assinassem um contrato em que a absolvem de qualquer responsabilidade no caso de se suicidarem ou sofrerem lesões durante o período em que frequentem aquela instituição.
Os mais de cinco mil caloiros que chegaram à Universidade de Tecnologia de Dongguan, na província costeira de Guangdong, foram obrigados a assinar um documento em que isentam à partida a universidade de toda a responsabilidade em casos de suicídio e assassínio.
Questionada pela imprensa chinesa, a direcção da universidade logo explicou que não havia razão para dramatismos e que o acordo não passa de um "caloroso lembrete" aos alunos para que fiquem cientes da política da escola quanto à admissão de estudantes. Já os pais, indignados, e muitos comentadores que entretanto se manifestaram na internet contra o documento afirmam que este só serve para agravar a pressão sobre estudantes que já chegam ao ensino superior com níveis de stresse muito para lá do recomendável.

A importância de se chamar Honesto

Sem-abrigo devolveu mochila com 42 mil dólares e foi agraciado com 100 mil


Para saber mais, clique aqui
Glen James, um sem-abrigo de Boston, EUA, pode vir a receber em dobro aquilo que fez por outra pessoa. Esta semana encontrou uma mochila com 42 mil dólares (31 mil euros) e entregou-a à polícia. Devido à acção de bom samaritano, James teve honras de uma cerimónia de agradecimento organizada pelas autoridades e de uma iniciativa que pode mudar a sua vida. Um jovem organizou uma angariação de fundos online e, segundo números desta quinta-feira, foram já doados mais de 100 mil dólares (74.700 euros). O valor continua a subir.

"Todo o gesto é um acto revolucionário." (Fernando Pessoa)

Muita gente diz que não é possível, que não iremos conseguir … Mas basta ter força de vontade, um pouquinho de paciência, ajuda e disposição …. Veja esse vídeo onde um filho leva sua mãe, que é paraplégica, para surfar.
Clique para ver o vídeo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Manual de sobrevivência

Glossário de Educação Especial

Este Glossário pode ser útil para quem trabalha em Educação Especial, na medida em que permite, de forma muito rápida, uma primeira aproximação a alguns dos termos apresentados e que surgem com alguma frequência em relatórios de alunos e/ou outras informações.

Carregue aqui para obter ou visualizar o glossário de Educação Especial.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Discriminação e água benta, cada ministro toma a que quer

OPINIÃO

Necessidades Educativas Especiais: Um mundo numa frase
Há um provérbio chinês que diz que “se pode ver o mundo numa folha de chá”. Entende-se o sentido: o infinitamente pequeno tem características em tudo semelhantes ao que é bem maior e assim se encontra um sentido unificador para todo o mundo.
Há alguns dias, o ministro da Educação, Prof. Nuno Crato, numa entrevista televisiva pronunciou-se – diríamos finalmente – sobre os alunos com necessidades educativas especiais (NEE). Entre outras coisas disse textualmente: “Estão integrados na turma mas na verdade não estão. Naturalmente o que acontece naquele caso concreto é que aqueles alunos pertencem à turma mas dadas as suas necessidades eles não convivem com os alunos daquela turma. Portanto é muito mais uma questão administrativa do que outra”.


Esta simples frase, como a folha de chá, é bem ilustrativa de um pensamento global e de uma lógica de acção face à educação de alunos com dificuldades. Vamos analisar só três aspetos da frase:

Para ler o resto do artigo incluido no Público de hoje, clique aqui

"Quanto menos se lê, mais dano provoca o que se lê." (Miguel Unamuno)

Dificuldade de leitura, escrita, interpretações de textos e cálculo aritmético. Estes são os sintomas mais comuns de um distúrbio de aprendizagem conhecido como dislexia e que é apresentado já na pré-escola.
— O disléxico mostra dificuldade em aprender a ler e a escrever, em manipular as letras dentro de uma palavra e, consequentemente, em compreender um texto quando estiver lendo — explica a fonoaudióloga e especialista em psicopedagogia Maria Ângela Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).
Quando o portador do problema chega à adolescência, poderá apresentar dificuldades em aprender uma segunda língua, muitas vezes em compreender o enunciado de um problema de matemática, química ou física.
— A dislexia é um quadro complexo caracterizado por dificuldade à leitura, escrita, interpretações de textos e, ainda, associado a dificuldades para o cálculo aritmético — expõe o neurocientista português Rafael Silva Pereira, doutor em Neuropsicologia da Dislexia pela Universidade de Extremadura.
O especialista explica que a avaliação do problema necessita ser multiprofissional, com uma equipe especializada, envolvendo fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neuropediatras e psiquiatras.
— Associado à dislexia, algumas crianças e jovens também podem apresentar déficit de atenção, hiperatividade, impulsividade, agressividade, depressão, transtorno de ansiedade, bipolaridade e enurese — diz.
Genética e hereditária
Segundo Maria Ângela Nico, a dislexia é um transtorno com causas variadas, entre as quais estão: pais com dificuldades pregressas na vida escolar, casos semelhantes nos familiares, presença de genes potencialmente responsáveis pelo quadro, ou uma arquitetura diferente do tecido cerebral nos indivíduos disléxicos que não é encontrada nos não disléxicos.
— Só podemos falar em dislexia a partir do processo de alfabetização, mas como ela é genética e hereditária, a partir dos cinco anos de idade já é possível realizar a avaliação com uma equipe multidisciplinar especializada e essa criança com dislexia será encaminhada para uma intervenção com uma fonoaudióloga. Depois que ela passar pelo processo de alfabetização, será necessária uma re-avaliação para confirmar ou não o quadro — afirma.
Para o professor Rafael Pereira, por não ser uma doença, “não há cura”. A complexidade do distúrbio exige uma intervenção rápida.
— Deverá ser realizada por uma fonoaudióloga, e ou uma psicopedagoga e, em casos de problemas de auto-estima, um psicólogo deverá atuar também — conta Maria Ângela.
Segundo a especialista, o problema é descoberto na maior parte das vezes quando o processo de alfabetização se inicia. O tratamento objetiva a aprendizagem do disléxico frente às dificuldades que encontrará, de modo que consiga lidar com elas.
— Quando os pais perceberem algum sinal ou sintoma nos filhos, devem conversar com a coordenadora da escola em que a criança está frequentando, que deverá encaminhá-la para uma avaliação. Se confirmada a dislexia, a intervenção deverá ser realizada o mais rápido possível — explica Rafael Pereira.

Fonte: ANDI

domingo, 15 de setembro de 2013

“No convívio com ele aprendi duas palavras fundadoras do acto pedagógico: autenticidade e respeito”. (Sérgio Niza, referindo-se a João dos Santos)

A CULTURA DA CRIANÇA
(…)
É verdade que João dos Santos viveu numa época em que os conhecimentos neurobiológicos eram incipientes e as formulações teóricas sobre a doença mental muito especulativas. Tudo era explicado pelas perturbações da relação da infância ou pelas vicissitudes do desenvolvimento em famílias perturbadas: hoje sabe-se que há crianças com doenças “mesmo” biológicas, outras com temperamento difícil desde uma fase muito precoce da vida, outras ainda com disfunções de causa genética que as tornam particularmente vulneráveis. Assim, deveríamos ser agora capazes de ter uma visão mais aprofundada dos mecanismos geradores do mal-estar infantil e, se não tivermos uma visão dogmática, poderíamos dar uma resposta terapêutica integrada de melhor qualidade. No entanto, é também agora evidente o excesso de medicação em muitas situações, o provável exagero no diagnóstico de hiperactividade com défice de atenção e o recurso excessivo a institucionalização de crianças e jovens, em muitos casos sem o necessário trabalho prévio com as famílias de origem (existem cerca de 11.000 menores de 18 anos em regime de institucionalização), para não falar da escassez de técnicos com boa formação em saúde mental infanto-juvenil.

(…)
Ao fundar com Manuela Ramalho Eanes o Instituto de Apoio à Criança (a que, aliás, queria apenas chamar Instituto da Criança), João dos Santos chamava a atenção para a necessidade de uma verdadeira cultura da criança. Tal significa que a criança não tem sempre razão (como vejo ser defendido por alguns pais permissivos), mas quer dizer que o respeito pelos mais novos deve constituir um pilar essencial da organização de uma sociedade. As crianças e os idosos, os mais vulneráveis, devem merecer todo o apoio, em todas as circunstâncias.

(Público de hoje)